DICA CURTA

FOLHEAR REVISTA CONTEMPRÂNEA 888888888


PALESTRA DO PRFESSOR JOSÉ MIGUEL WISNIK – EU QUE APRENDA A LEVITAR



Café Filosófico - TV Cultura
Um olhar sobre a contemporaneidade

O Café Filosófico é uma série de encontros nos quais são abordados anseios e angústias dos indivíduos na sociedade contemporânea, tendo como referências teóricas fundamentais a Psicanálise e a Filosofia. A atração vem ao ar com nova comunicação visual e novos apresentadores – Daniela Wahba e Germano Melo. O programa é uma parceria firmada em 2003 entre CPFL Energia e a Fundação Padre Anchieta sendo exibido na emissora aos domingos às 23h. Em 2010 o Café Filosófico inicia com a série “O meu mundo caiu”, com curadoria de Renato Janine Ribeiro. Os prejuízos financeiros da última crise econômica mundial são evidentes. Mais quais são os seus prejuízos emocionais desta crise? Não é só a vida profissional e os planos de consumo que ficaram comprometidos, precisamos aprender a nos reerguer da falência dos nossos sonhos, planos de vida, nossas metas de relacionamento. Uma crise é tempo de mudança de significado e construção de novos rumos para as nossas finanças e vida emocional. O ponto positivo da crise, aliás, é que ela traz a oportunidade de nos reiventarmos.

Eu que aprenda a levitar, por José Miguel Wisnik

A arte e a poesia podem ser instrumentos para lidarmos com os nossos lutos. Temos que aprender a usar a leveza da arte pra atravessar os trechos pesados da vida.

Cair é efeito da gravidade, daquilo que é pesado. E se, em resposta a um corpo que cai, tentarmos voar – levitar? Em outras palavras, aproximar-se das possibilidades indicadas pela arte, que tantas vezes contrapõe uma certa leveza profunda a tudo aquilo que é pesado e superficial.

Palestra de José Miguel Wisnik no programa Café Filosófico CPFL gravada  em São Paulo.
Reprisada na Tv Cultura em 4 de abril de 2010.






  1. Taí um tema que sempre mexeu comigo. Estou até escrevendo um romance sobre 8 prostitutas sob as asas negras de um cafetão, UM MUNDO SEM ARTE. Mas o jeito como vocês editaram essa matéria, a qualidade da seleção dos depoimentos… Pô, capricharam mesmo. Tá do caralho, não menos.

  2. Como disse o Paulo, “tá do caralho mesmo!”

    Gostei da que disse:
    “Tá com 25 anos que eu venho aqui. Eu não posso reclamar de nada…”

    Tipo… Ela estava se referindo ao seu local de trabalho e ao trabalho em si afirmando que não há do que reclamar! Eu, e a maioria das pessoas diga-se de passagem, reclamamos por tão menos. Aí fica a dúvida: Somos nós (não profissionais do sexo) eternos inconformados, ou elas (profissionais do sexo) conformadas demais?

    Até

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CARTA AO LEITOR

Feliz ou infelizmente ninguém chega a uma certa idade sem passar pela dor e pelas perdas.

Morremos e renascemos a cada exposição à dor e fragilidade. Muitas obras e alguns estudos suscitam destas perdas e ganham forma. Renato Russo é um exemplo de artista que tem em sua obra a marca de dores e da experiência com a melancolia – culminada por uma morte quase suicida, é sobre ele nossa matéria de capa. No ano em que faria 50 anos Renato está cada vez mais presente no inconsciente coletivo – não apenas de sua geração – mas na contemporaneidade.

No Dica Curta desta edição o Músico e Professor de Literatura José Miguel Wisnik relata a dimensão aérea da palavra resultante da melancolia. Sua palestra – “Se o meu mundo caiu eu que aprenda a levitar” – proferida no Programa Café Filosófico, traça uma analogia entre melancolia e arte.

Maria Emilia Genovesi, apostando no amor, mergulhada na reflexão de que “Amar transcende os conceitos humanos da sabedoria moderna”, sai da melancolia e revela sua criatividade e amor a vida.

Nosso convidado especial Walter Rabello, trás para o Artigo Definido – diretamente de Nova York, a angústia melancólica de ver a espera da “mulher que espera embaixo da ponte”.

E você?

O que está esperando?

Boa Leitura,

Simone Costa – Editora

CINQUENTENÁRIO DO POETA

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