Feliz ou infelizmente ninguém chega a uma certa idade sem passar pela dor e pelas perdas.
Morremos e renascemos a cada exposição à dor e fragilidade. Muitas obras e alguns estudos suscitam destas perdas e ganham forma. Renato Russo é um exemplo de artista que tem em sua obra a marca de dores e da experiência com a melancolia – culminada por uma morte quase suicida, é sobre ele nossa matéria de capa. No ano em que faria 50 anos Renato está cada vez mais presente no inconsciente coletivo – não apenas de sua geração – mas na contemporaneidade.
No Dica Curta desta edição o Músico e Professor de Literatura José Miguel Wisnik relata a dimensão aérea da palavra resultante da melancolia. Sua palestra – “Se o meu mundo caiu eu que aprenda a levitar” – proferida no Programa Café Filosófico, traça uma analogia entre melancolia e arte.
Maria Emilia Genovesi, apostando no amor, mergulhada na reflexão de que “Amar transcende os conceitos humanos da sabedoria moderna”, sai da melancolia e revela sua criatividade e amor a vida.
Nosso convidado especial Walter Rabello, trás para o Artigo Definido – diretamente de Nova York, a angústia melancólica de ver a espera da “mulher que espera embaixo da ponte”.
E você?
O que está esperando?
Boa Leitura,
Simone Costa – Editora
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