ARTIGO INDEFINIDO

FOLHEAR REVISTA CONTEMPORÂNEA88 88

Maria Emilia Genovesi




O BEM QUERER

A qualidade maior que temos em nossa essência é o amor.

Disso estou convencida, mesmo que o mundo nos revele o contrário. Mesmo que seduzidos pelos valores que tanto nos bombardeiam, minuto a minuto, pelos homens e suas palavras sedutoras de competição, orgulho e vaidade, só acredito na essência do amor.

Nós buscamos o tempo todo, desde nossa concepção, o elo e a alegria de sermos amados em tudo que a vida nos reserva. No rompimento deste elo , choramos , entristecemos, ficamos sem chão.

Por isso não acredito em outro caminho, mesmo que lotado de pedras e sofrimento.

Ou a gente ama ou… ama. Ou estamos no mundo do ódio, ou no mundo do amor.

Prefiro estar no mundo do amor, em sintonia com ele, silenciando e refletindo , permanecendo assim. Os egos do mundo gritam para que você caia em outro querer, mas a nossa essência sinaliza o caminho. Pode ser através de uma enfermidade, de separações e de divisões que percebemos que estamos no caminho contrário de nosso querer.

Por isso, amar vale a pena, mesmo que haja dor.

Amar transcende os conceitos humanos da sabedoria moderna. Ou amamos… ou amamos.

Permanecer no mais ou menos, é ficar em cima do muro observando a vida passar e deixando de viver a intensidade da harmonia que a vida nos proporciona desde a nossa criação.

A verdade é o Amor. O Amor é  a cura.

Amar incondicionalmente. Sentir a alegria de querer, do bem querer.

Parando para pensar, refletir e silenciar diante dos sinais contrários aos frutos de nossa essência.

A renovação de nós mesmos, a busca da felicidade, o sucesso de nossos objetivos vem de nosso bem querer. Disto eu tenho absoluta certeza!


Maria Emilia Genovesi

Escritora/ assessora/ produtora cultural

Email: mariaemiliagenovesi@uol.com.br



  1. Bom dia! Posso dizer q assim tb nasce uma “estrela”. Estrelas brilham e fazem luz. Estrelas criam vidas. Temos o Sol com testemunha. Sucesso nesse big bang! Bj poesia

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CARTA AO LEITOR

Feliz ou infelizmente ninguém chega a uma certa idade sem passar pela dor e pelas perdas.

Morremos e renascemos a cada exposição à dor e fragilidade. Muitas obras e alguns estudos suscitam destas perdas e ganham forma. Renato Russo é um exemplo de artista que tem em sua obra a marca de dores e da experiência com a melancolia – culminada por uma morte quase suicida, é sobre ele nossa matéria de capa. No ano em que faria 50 anos Renato está cada vez mais presente no inconsciente coletivo – não apenas de sua geração – mas na contemporaneidade.

No Dica Curta desta edição o Músico e Professor de Literatura José Miguel Wisnik relata a dimensão aérea da palavra resultante da melancolia. Sua palestra – “Se o meu mundo caiu eu que aprenda a levitar” – proferida no Programa Café Filosófico, traça uma analogia entre melancolia e arte.

Maria Emilia Genovesi, apostando no amor, mergulhada na reflexão de que “Amar transcende os conceitos humanos da sabedoria moderna”, sai da melancolia e revela sua criatividade e amor a vida.

Nosso convidado especial Walter Rabello, trás para o Artigo Definido – diretamente de Nova York, a angústia melancólica de ver a espera da “mulher que espera embaixo da ponte”.

E você?

O que está esperando?

Boa Leitura,

Simone Costa – Editora

CINQUENTENÁRIO DO POETA

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